A diástase abdominal é a separação dos feixes do músculo reto abdominal da linha média do abdômen. Trata-se de um problema que acomete principalmente as gestantes, mas que não é exclusivo delas.

O problema em si não causa dor ou desconforto, mas pode ser a causa de dores na região lombar. Algumas vezes  a diástase do reto abdominal pode vir acompanhada de hérnia umbilical. Além disso do ponto de vista estético é a responsável por um abdômen mais flácido e protuso.

O que é a diástase do reto abdominal

O músculo reto do abdome é longo e aplainado, recobre toda a face anterior do abdome. Ele é dividido por faixas fibrotendinosas que são chamadas de interseções tendíneas. O número dessas interseções variam de pessoa para pessoa. Ele está dividido em direito e esquerdo pela linha alba. São essas interseções tendíneas e a linha alba que promovem visualmente o que é popularmente chamado de “tanquinho”, são elas que “dividem” o abdômen em gomos.

Durante a gestação o reto abdominal sofre uma distensão para permitir o crescimento da barriga, acarretando uma separação maior na região da linha alba. Não há um consenso entre os profissionais do que é considerado normal, que varia de 1 cm até 3 cm de separação Caracterizando-se a diástase abdominal quando o espaço for maior do que isso.

O que causa a diástase abdominal

Podemos dizer que a diástase abdominal é causada pela combinação de um músculo fraco com algum tipo de pressão interna da parede abdominal.

Como disse, é mais comum em gestantes, e ocorre devido às alterações hormonais, somadas ao crescimento uterino e às alterações biomecânicas características. Sendo mais frequente nas mulheres que tiveram mais de um filho ou gestação de múltiplos (gêmeos, trigêmeos). Mas não é exclusivo delas, a obesidade também pode causar a diástase abdominal e portanto os homens também estão sujeitos ao problema.

Atenção, a diástase abdominal também pode ser causada por exercícios abdominais em excesso e levantamento excessivo de peso!

diástase abdominal

Como identificar a diástase abdominal

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Embora seja possível identificar a fazendo um teste simples. O diagnóstico final deve ser dado por um médico que com o auxílio de um ultrassom ou tomografia irá avaliar o problema.

Para fazer o teste deite no chão e flexione o tronco levemente até ficar tirar os ombros do solo. Nessa posição, passe a mão sobre o abdômen e verifique a presença de um pequeno espaço separando os dois lados da musculatura abdominal. Se esse espaço for de um a dois dedos muito provavelmente retornará ao  normal com alguns exercícios específicos. Já uma distância de 3 a 4 dedos entre os músculos pode ser indicativa de diástase abdominal mais severa e vai necessitar de cuidados específicos.

Como tratar a diástase abdominal

A Fisioterapeuta Luciane Marin* explica que em 6 semanas, após o nascimento do bebê, o espaço entre os feixes do músculo reto abdominal pode se estreitar normalmente, à medida que o corpo se recupera da gestação e do parto. Contudo, caso não regrida espontaneamente, um programa de cuidados e exercícios supervisionados, entre eles, o Autêntico Pilates, devem ser tomados, uma vez que a musculatura se encontra com baixo tônus e fraca, favorecendo dores posturais, por falta de suporte muscular e, em alguns casos, constipação intestinal.

Fisioterapeuta Luciane Marin

O melhor tratamento para a diástase abdominal ainda é a prevenção. Ela deve ser feita com o fortalecimento de toda a região abdominal.

Depois do problema identificado e com a liberação do médico para se exercitar convém buscar a ajuda de um profissional, pois exercícios mal feitos, em excesso e inadequados podem piorar o problema conforme a Fisioterapeuta Luciane Marin explica:

“No pós-parto imediato, os exercícios suaves devem ser iniciados para fortalecer o tônus e aumentar as funções de sustentação dos músculos do assoalho pélvico e do abdômen. Se a diástase for inferior a dois dedos de largura, os exercícios abdominais podem progredir rapidamente. Caso seja superior e não tenha supervisão de um profissional adequado, a prática desses exercícios abdominais pode piorar a diástase.”

Nos casos mais graves a cirurgia pode ser indicada, mas deve ser considerada sempre como último recurso.

*Luciane Marin é Fisioterapeuta do Centro de Distúrbios Miccionais do Fleury Medicina e Saúde, Mestre em Ciências da Saúde, Especialista em Saúde da Mulher e Autêntica Instrutora da rede The Pilates Studio® Brasil