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Médicos receitam anabolizantes indevidamente, denuncia revista Veja

A capa da edição de 18 de dezembro (2352) da revista Veja SP não poderia ser mais clara: “Médicos que receitam bombas”. A revista denuncia quatro médicos que receitam anabolizantes indevidamente na cidade de São Paulo e alerta quanto aos riscos para a saúde de quem acredita neles.

A prescrição de esteroides anabolizantes para pessoas saudáveis é proibida pelo Conselho Federal de Medicina e o motivo é simples, os esteroides anabolizantes causam mais danos do que benefícios à saúde. Apesar da proibição, que pode resultar de uma advertência até a cassação do diploma, a reportagem mostra que não é difícil encontrar médicos dispostos a burlar a lei. Eles cobram de R$ 350,00 à R$ 800,00 pela consulta e em alguns casos é possível adquirir o medicamento prescrito e aplicá-lo no próprio consultório, alguns chegam a admitir que agem assim por pressão da clientela.

Veja qui quem são os médicos receitam anabolizantes indevidamente.

Qual é o problema de usar esteroides anabolizante se foi prescrito por médico?

O principal problema em usar esteroides anabolizantes é o custo benefício para a saúde do usuário. Qualquer medicamento, sem exceção, tem efeitos colaterais, e os efeitos colaterais dos esteroides anabolizantes são bastante graves. Dependendo do tempo e da quantidade utilizada alguns são irreversíveis e aparecem em apenas oito semanas de uso. Eles vão da acne, ao câncer de fígado (lembra da Maria ex-BBB?), passando pela ginecomastia, aumento de pelos no corpo, lesões tendinosas, hipertensão, entre outros problemas.

Foto: Veja SP – Ivan Dias

Os médicos receitam anabolizantes de forma adequada quando usados no tratamento de doenças e não para fins estéticos. Seu uso é eficaz em pessoas com queimaduras extensas, grandes cirurgias, indivíduos desnutridos, pacientes terminais de câncer, atrofias musculares, por exemplo.

Médicos receitam anabolizantes tem relação com pacientes similar a relação traficante-drogado

A venda de esteroides anabolizantes é permitida desde que exista uma receita médica. E o que esses médicos que receitam anabolizantes estão fazendo é uma tentativa de legalizar o uso, algumas vezes justificando um problema de saúde qualquer.

O fato é que isso só acontece pois existe uma demanda pelo uso de esteroides anabolizantes com objetivos estéticos. As pessoas não tem paciência e disciplina para buscar os resultados através do treinamento pesado e da alimentação adequada, além disso também não se conformam com sua limitações genéticas e querem seguir um padrão estético ditado sei lá por quem (pela mídia dizem alguns!).

Essa relação médico-paciente não é diferente da relação traficante-drogado, o traficante só existe , porque existe quem consuma as drogas. Existe um mercado disposto a pagar pelos supostos benefícios que essas drogas oferecem. No caso das drogas ilícitas “a viagem” e das lícitas (desde que que com receita) ” o corpo perfeito”. Ambos com resultados finais desastrosos, nem há o que discutir.

E não são apenas através dessas consultas médicas que se consegue comprar esteroides anabolizantes, a revista Veja SP também mostra receitas em branco que podem ser compradas de um home-placa no Centro de São Paulo, através de sites que fazem entrega domiciliar e infelizmente através de Personal Trainers em algumas academia.

A consulta prévia com os médicos que receitam anabolizantes apenas dão uma pseudo segurança a quem usa, por terem passado por um médico. O que a matéria da Veja SP mostra assusta, não satisfeitos por fazer um procedimento ilegal, alguns deles sequer tem a especialização adequada (um deles é oftalmologista!) e prescrevem quantidades maiores do que seria recomendado, conforme atestam especialistas ligados à UNIFESP e HCor.

Dificuldade na fiscalização é o maior problema

Tirando a questão da cara de pau de um profissional que se presta a fazer esse tipo de procedimento, o maior problema está na fiscalização.

Embora exista um fiscalização regular por parte dos CRMs, como qualquer outro Conselho Regional de qualquer profissão, eles dependem muito de denúncias feitas pelos pacientes para chegarem direto em quem comete o abuso. E quem quer admitir que faz uso de um medicamento de forma ilícita?

Segundo o Cremesp a média são de 200 denúncias por ano e apenas 15% viram processos, na minha humilde opinião muito pouco pelo tamanho desse mercado.

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