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Aumento no consumo de isotônicos e energéticos durante os exercícios pode representar riscos à saúde

Em levantamento apresentado no último Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), cardiologista do HCor alertou para o alto índice de componentes como cafeína, ginseng e sódio presentes em diferentes marcas de bebidas esportivas comercializadas no Brasil e no exterior; ingeridas em excesso, substâncias afetam o coração e podem provocar distúrbios no sono, ansiedade e depressão

Em busca de mais disposição e resistência na hora de fazer exercícios, não são poucas as pessoas que acabam consumindo várias garrafas de isotônicos ou latas de energético, sem levar em conta a composição de cada um desses produtos. “Em excesso, algumas das substâncias presentes nestes dois tipos de bebida podem ser prejudiciais à saúde”, diz o médico cardiologista, Daniel Santos, do Sport Check-up do Hospital do Coração (HCor).

Durante o último Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), realizado no mês passado, Santos apresentou um levantamento que mostra o alto consumo de bebidas esportivas no país e o significativo aumento na quantidade de componentes como cafeína, ginseng, taurina e yohimbina na fórmula das mais diversas marcas de energéticos lançadas no Brasil e no Exterior, ao longo dos anos. Ingeridas em grandes doses, essas substâncias podem afetar o coração e provocar distúrbios no sono, doenças gastrointestinais, ansiedade e depressão.

“O organismo de um adulto, suporta até 300 mg de cafeína por dia. Algumas marcas de energéticos comercializados nos EUA e que também tem sido importadas para o Brasil chegam a ter m ais que a metade disso em apenas uma lata”, alerta o cardiologista. “No caso dos isotônicos, o perigo está no número de calorias e na quantidade de sódio que, consumido em grande quantidade, pode causar hipertensão”.

Energéticos

O estudo de Santos também mostrou um aumento anual de 16% no consumo de energéticos em todo o mundo. Só no Brasil, o consumo da bebida cresceu 325% entre os anos de 2006 e 2010, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir).

“Em sua maioria, os energéticos ainda são consumidos por jovens em boates e festas. No entanto, algumas marcas têm procurado associar o seu produto também à prática de esportes e a um estilo de vida saudável”, diz o cardiologista. “Aí é que mora o perigo: o aumento no consumo de energéticos ainda pode causar arritmias e até morte subida em quem já tem problemas de coração. Pessoas entre 45 e 50 anos também correm riscos cardíacos, caso passem a ter um desempenho físico acima de sua competência, em função do efeito da bebida.”

Isotônicos

Sempre associados à saúde e à boa forma, os isotônicos também precisam ser utilizados com cautela. Em sua pesquisa, Santos alerta que o excesso de bebidas isotônicas pode prejudicar a saúde de pessoas hipertensas ou com propensão à doença, em função da quantidade de sódio que possuem. Ricas em carboidratos, as bebidas isotônicas podem até engordar, caso sejam ingeridas sem que haja a prática de exercícios.

“Se a pessoa se exercitou por um período mais curto e suou pouco, ela não tem necessidade de tomar isotônicos, caso já tenha se alimentado de outras fontes de sódio e carboidratos, durante o dia”, explica o cardiologista do HCor. “Nesse caso, o melhor é que a pessoa opte por beber água apenas.”

Ginseng: Cefaléia, insônia, disturbios GI, reacões alérgicas, irregularidades menstruais, HAS, hipoglicemia e irritabilidade

Taurina: Ansiedade,irritabilidade e sensibilidade a barulho

Guaraná: Efeitos prolongados Similares a cafeína

Carnitina: Náuseas, vômitos, dores abdominais e tontura

Yohimbina: HAS, depressão, neuropatia

Glucurolactona: DM, ganho de peso

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