O número de academias vem crescendo de uma forma avassaladora no Brasil, o aumento no número de usuários tem gerado um aumento no número de lesões. Essas são causadas pela má execução de exercícios, geralmente pela falta de orientação adequada na sala de musculação.

Além do aumento no número de academias outros fatores contribuem para que isso ocorra, dentre eles a má remuneração, que nivela a qualidade dos professores por baixo e a inexistência de uma norma feita pelo sistema CREF/CONFEF (Conselhos Federal e Regional de Educação Física) que estipule a proporção entre professores contratados e alunos matriculados.

Outro fenômeno que também tem contribuído para o aumento das lesões causadas pela má execução de exercícios é a abertura de academias low cost, que trabalham com o modelo americano de atendimento, que tem por característica permitir que o aluno treine sem orientação. Aqueles que desejarem serem orientados optam pela contratação de um Personal Trainer. Na cultura americana o modelo funciona, mas no Brasil o que acaba ocorrendo é que muitos alunos optam por  perguntar  para os outros, que já treinam há muito tempo, mas que não tem o conhecimento técnico e profissional, ignorando a individualidade biológica, reproduzindo um modelo que, pode não estar errado, mas é inadequado para ele.

Assim, tenho recebido o relato de vários alunos/pacientes em clinicas de fisioterapia sobre lesões causadas pela prática de exercícios em academias, principalmente: dores na região lombar, seguida de dores articulares (cotovelo, punho, ombros, joelhos). Sempre relacionadas à má execução dos movimentos e sobrecarga usada.

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Existe ainda mais um agravante, há alunos que procuram academias de ginástica para tratamentos patológicos e não encontram o profissional qualificado para este tipo de trabalho. Pensando nisso reuni algumas dicas que podem minimizar o problema e evitar que você engrosse as estatísticas.

  1. Treine por conta própria, se já está habituado, mas para evitar problemas solicite a ajuda de um profissional, pelo menos uma vez por mês.
  2. Sentir dor é sinal de algo está errado. Não faça o exercício e peça orientação profissional;
  3. O que é bom para seu amigo, pode não ser bom para você. Cada pessoa tem uma necessidade diferente.
  4. Observe a quantidade de professores em sala, estagiários devem estar em menor número do que profissionais;
  5. Certifique-se que todos tem registro no CREF (para educação física) ou CREFITO (para fisioterapia)
  6. Profissionais de Educação Física não estão aptos à  fazer reabilitação. Se optar pelo tratamento na academia certifique-se que existe um Fisioterapeuta. Depois que receber alta, o Profissional de Educação Física poderá dar continuidade ao trabalho para prevenção e condicionamento físico.

Com essas informações você poderá buscar a melhor academia, que agrade o seu gosto, o seu bolso e a sua saúde.

Boa malhação!

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