Vote aqui!
Compre aqui
Educação a Distância
Arquivos

Archive for the ‘Fundamentos Teóricos’ Category

Professor, educador ou profissional de Educação Física?

No próximo dia 1º de setembro, comemoraremos o dia do Profissional de Educação Física. Como faço há dois anos escreverei um post comemorativo (Veja dos anos anteriores aqui 2008 2009) que provavelmente ressuscitará a discussão semântica: educador, professor ou profissional de Educação Física?

semantica

Recebi duras críticas em 2008, por parte de alguns colegas que se sentiram realmente ofendidos pelo termo Educador Físico afirmando, inclusive, que este não existe, que o oficialmente reconhecido é professor.

Esclarecendo

Oficialmente usado pelo sistema CREF/CONFEF é Profissional de Educação Física, pois nem todos os graduados atuam como professores. Há muitas funções que são exercidas por graduados em Educação Física e que não implicam no ensino. Por exemplo, avaliador físico, coordenador e gerente de esportes (academia/clube), consultor em marketing esportivo, pesquisador, fiscal do cref, dentre outras funções.

No dicionário (clique aqui para ver), educador e professor são sinônimos usados para indicar aquele que educa. Na prática professor é o título usado por aqueles que cursam a licenciatura e costuma-se usar educador para as demais pessoas com ou sem curso superior que de alguma forma educam. Por exemplo, assistentes de berçario, de pré-escola, educador socio-cultural, psicólogos que atuam na área de educação, psicopedagogos, dentre outros.

Eu, apesar de ter me apropriado do título, pois assino como professora, sou educadora. Não fiz licenciatura, sou Bacharel em Educação Física. Apesar dar ministrar aulas, de educar meus alunos, não posso atuar na escola com Educação Física curricular. Sou professora de fato, mas não de direito!

Sem dúvida, o termo mais abrangente é Profissional de Educação Física, e provavelmente é o que motiva sua utilização pelo sistema CREF/CONFEF. Quanto aos outros dois (professor e educador), particularmente, não me incomoda que sejam usados como sinônimos, como está no dicionário. Para aqueles que se sentem ofendidos, use e peça para que se refiram à você pelo termo mais se identificar, só não esqueça que ele pode não ser adequado à sua formação.

Não é de hoje que questões semânticas permeiam nossa área, há quem defenda até que Educação Física não é o mais adequado. No final nomes são apenas, o que interessa é que possamos compreender o que eles significam se não acabaremos como o pai do Marcelo (do livro Marcelo, marmelo martelo, de Ruth Rocha) que não pode compreender a frase: “embrasou a moradeira do Latildo!”, quado o menino se referia a casa do cachorro que estava pegando fogo.

E você o que acha sobre esse assunto? Participe, deixe o seu comentário!

Segurança nos esportes radicais: negligência pode ser fatal.

O caso do atropelamento de Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho da atriz Ciça Guimarães, que resultou na morte do rapaz no dia 20 de julho, me fez refletir sobre a questão da segurança nos esportes radicais.

Durante seis anos (2000-2006), trabalhei com esportes radicais, primeiro como recepcionista e coordenadora de eventos em um ginásio de escalada em São Paulo, a Casa de Pedra e depois como professora de escalada para crianças em diversas escolas da cidade.

A primeira lição que aprendi na Casa de Pedra é que a segurança vem em primeiro lugar. No ginásio nada era feito sem pensar muito bem nas consequências, algumas vezes chegávamos a ser chatos com os clientes para que cumprissem com as normas do ginásio. Subir paredes sem equipamento de segurança só até uma linha amarela que demarcava uma altura de aproximadamente 3m, mesmo assim colchões deveriam estar posicionados em baixo e um colega precisava ficar próximo para auxiliar em caso de queda. Acima dessa altura só com equipamento homologado, que deveriam seguir normas internacionais. Para escalar no ginásio era preciso passar por uma instrução básica, crianças menores de 12 anos só acompanhadas e outras tantas regras que garantiam uma certa tranquilidade, ainda assim presenciei pequenos acidentes. Algumas quedas, torções, nada muito sério.

Na época em que trabalhei nas escolas, lembro-me do tempo que levávamos explicando para as crianças todos os cuidados que deveriam tomar, elas tinham uma boa noção do que não era seguro, uma checava o equipamento da outra e aprenderam que só podiam escalar em locais permitidos e sempre acompanhadas de um professor. Até os menores sabiam manusear os equipamentos e levavam muito a sério as questões ligadas à segurança. As turmas de adolescentes faziam saídas para a rocha e só confiavam um nos outros, se algum professor indicasse que o local era perigoso, a escalada, por mais legal que pudesse parecer, era descartada.

Esportes radicais levam essa designação por envolverem um certo grau de risco calculado, é a triangulação entre cálculo, percepção e gerenciamento dos riscos.

“Atividades ou eventos que têm incertezas quanto aos resultados ou conseqüências, em que as incertezas são componentes essenciais e propositais do comportamento”(Machlis & Rosa, 1990:162; in Spink 2001).”

Cada modalidade, seja de ação ou de aventura, conta com determinados equipamentos de segurança que podem não impedir os acidentes, mas os minimizam ao máximo. Na escalada, são cadeirinhas, cordas, mosquetões e fitas. No rafting, coletes salva-vidas e capacetes. No motociclismo, capacete e vestimenta em tecido apropriado. No surf, roupas de neoprene. No Skate, capacete, e protetores para joelhos, cotovelos e mãos e assim por diante.

Além do uso dos equipamentos, a segurança passa pelo conhecimento técnico, que envolve a própria prática, a avaliação dos equipamentos e do local onde a prática irá ocorrer. Como escaladora sei que cordas com mais de 5 anos, mosquetões com fissuras ou que não travam direito, fitas que foram abandonadas, devem ser descartados. Paredes com agarras soltando, com cordas mal fixadas ou com nós errados, não devem ser usadas. Locais onde pedaços de rocha se desprendem facilmente não devem ser escalados. E cada modalidade radical tem suas particularidades.

E o que dizer do skate? Será que um túnel, ainda que fechado ao tráfego, era um lugar seguro para a prática? Diferente de ruas que têm o tráfego interrompido para a prática de atividades de lazer, que são sinalizadas para tal, no túnel onde Rafael Mascarenhas e os amigos estavam andando de skate o uso desse equipamento ou de bicicletas era proibido, ainda que o tráfego estivesse interrompido para os carros. O túnel não era um local seguro para praticar esportes e seus praticantes deveriam ter levado isso em consideração. Rafael e seus amigos foram negligentes, o que não exime a culpa do motorista que estava trafegando em local proibido, possivelmente em alta velocidade,negou socorro, etc.

Antes de optar pela prática de esportes radicais, seja ele qual for, pense em todas as possibilidades e considere que realmente cada uma delas pode acontecer, faça o máximo que puder para minimizar as chances de algo dar errado, se estiver fora do seu alcance desista, pois nos esportes radicais, é assim: a negligência pode ser fatal.

Artrose e Exercício

Artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas. Ela é também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa. Acomete homens e mulheres e é mais frequente conforme a idade avança. Incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Seu aparecimento pode ter como causa fatores hereditários e fatores mecânicos.

Articulações afetadas:

Mãos – Artrose nas mãos parece ter algumas características hereditárias. Se a sua mãe ou avó teve artrose nas mãos, você sofre um risco maior de ter também. Mulheres têm maior probabilidade de desenvolver artrose nas mãos, sendo que a maioria dos casos acontece depois da menopausa. Quando a artrose desenvolve-se nas mãos, pequenas saliências ósseas podem aparecer nas extremidades das articulações dos dedos (aquelas perto das unhas). Saliências ósseas similares podem aparecer nas articulações médias dos dedos. Os dedos podem ficar inchados, doloridos, duros e entorpecidos. A base da articulação do polegar também é comumente afetada pela artrose.

artrose-punho

Joelhos – As articulações dos joelhos estão entre as mais comumente afetadas pela artrose. Sintomas de artrose no joelho incluem rigidez, inchaço e dor, que tornam difícil andar, subir escada, sentar e levantar de cadeiras e banheiras. Artrose nos joelhos pode ser desabilitante.

artrose_thumb1

Quadril – Outro local comum de artrose é o quadril. Assim como a artrose nos joelhos, os sintomas da no quadril incluem dor e rigidez na própria articulação. Porém, em algum casos, a dor é sentida nas nádegas, virilha, coxas e até nos joelhos. Artrose no quadril pode limitar a movimentação, tornando atividades cotidianas, como vestir-se e colocar um sapato, um desafio.

osteartritequadrl

Coluna – Artrose na coluna pode aparecer como rigidez e dor no pescoço ou região lombar. Em alguns casos, alterações na coluna relacionadas à artrose podem causar pressão nos nervos, resultando em fraqueza ou entorpecimento dos braços ou pernas.

artrosecoluna

Sintomas
Pode não apresentar sintomas no início, sendo vista apenas por radiografias ou em ressonância magnética.

  • Dor com a movimentação da articulação
  • Dor articular em repouso
  • Rigidez pela manhã ou após longo período de repouso
  • Limitação de movimentos
  • Crepitação
  • Inchaço
  • Deformidades
  • Falta de firmeza na realização de movimentos

Tratamento
Não existe tratamento que cure ou faça regredir um quadro de artrose, mas é possível diminuir a dor e a rigidez das articulações, bem como melhorar os movimentos e a capacidade geral do indivíduo, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Medicamentos: Antinflamatórios e medicamentos à base de glicosamimina e condroitina podem ser usados, sempre sob prescrição e orientação médica.

Cirurgia: Será sempre a última opção. A decisão de utilizar a cirurgia depende de vários fatores: idade do paciente, ocupação, nível de desabilitação causado pela artrose, intensidade da dor, e grau com que a doença afeta o estilo de vida. O cirurgião pode substituir as articulações afetadas por próteses.

Fisioterapia: Calor e frio, TEENS, massagem, com o objetivo de aliviar a dor

Exercício

Um programa de exercício é fundamental no tratamento da artrose. Com eles é possível melhorar a dor e a rigidez. São recomendados:

  • Exercícios que simulem AVD (atividade de vida diária), por exemplo a  dança, pois ajudam a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.
  • Exercícios de força, por exemplo musculação,  ajudam a manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.
  • Exercícios aeróbicos ou de resistência, por exemplo andar de bicicleta, elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações.
  • Exercícios realizados na água, por serem mais seguros e confortáveis.

Dicas

  • Os exercícios devem ser feitos evitando a dor.
  • Comece lentamente e com poucas repetições. Aumente a carga, progressivamente, até conseguir seguir todo o programa.
  • Não desista! A continuidade é fundamental para os exercícios produzirem resultados;
  • As aulas devem ser contínuas e de baixa intensidade;
  • Exercícios de longa duração e grande intensidade devem ser evitados durante a crise (inflamação);
  • O aquecimento deve ser maior do que o convencional.
  • As aulas devem se modificar em intensidade e duração, de acordo com as respostas dos alunos, com relação: a medicação usada, nível de dor e alterações da doença.
  • Os exercícios usados deve levar em consideração a localização e o grau de acometimento da artrose.

Aquecimento

Chegamos na academia e para iniciar nossas atividades e fazemos o aquecimento, mas você sabe o que é o aquecimento?

Definição:

Parte preparatória de uma aula ou treino que objetiva preparar o corpo para movimentos vigorosos. O aquecimento consiste em atividades que elevam a temperatura corporal, como correr, andar, saltitar e exercícios de alongamento para preparar as articulações. (BARBANTI, V. J. 2003)

Ritmos

Aquecimento: Aula de Ritmos da Arena Health Center

Mais do que aparece na definição do dicionário, aquecimento é um pré-atividade, é uma preparação para o exercício que será feito posteriormente, como forma de treinamento, é a forma de dizermos ao corpo que iremos começar uma atividade, é como preparamos nosso organismo, física e psiquicamente para iniciar o movimento principal.

Os principais benefícios do aquecimento são:

  • aumento da taxa metabólica,
  • aumento do fluxo sanguíneo local,
  • aumento da quantidade oxigênio disponível nos músculos,
  • aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso,
  • aumento da velocidade e da força de contração
  • muscular,
  • melhoria da coordenação.

Alongar é o mesmo que fazer aquecimento?

Não! São ações distintas, mas o alongamento pode fazer parte do aquecimento. Veja como, mais abaixo!

Tipos de aquecimento

Passivo: Quando meios externos promovem o aumento da temperatura corporal, como massagem, bolsa de água quente, aparelhos de fisioterapia e outros.

Ativo: Quando ocorre o aumento da temperatura corporal através de ações executadas pelo próprio indivíduo, como caminhar e fazer movimentos leves semelhantes com o exercício que irá executar posteriormente. O aquecimento ativo pode ser subdivido em:

  • Aquecimento geral

Exercícios que promovem o aumento da temperatura corporal, preparam o sistema cardiovascular e pulmonar para o exercício mais intenso, mas não tem necessariamente relação com a atividade que será executada depois. Por exemplo: caminhar ou correr na esteira antes de fazer musculação.

O aquecimento geral deixa os músculos, os ligamentos e os tendões ficarem mais elásticos tornando-os menos suscetíveis a lesões . Há também modificações importantes nas articulações, tornando-as mais resistentes à pressão e força. Além disso promove a melhora do estado de alerta e de atenção através da ativação em estruturas do sistema nervoso central.

  • Aquecimento específico

Exercícios que direcionam o fluxo sanguíneo para regiões específicas que serão solicitadas durante a atividade principal. São exercícios que se assemelham tecnicamente à essa atividade. Por exemplo: agachamento sem utilização de sobrecarga, apenas com o peso corporal, antes de agachar usando pesos.

No aquecimento específico a região trabalhada se torna mais irrigada e suprida de oxigênio. Ele é importante, pois o aumento da temperatura corporal não é proporcional ao aumento da temperatura muscular. Existe uma diferença na velocidade de aumento destas temperaturas.

A realização de alongamento pode ser extremamente util nesse momento, dependendo do tipo de atividade principal. Imagine a solicitação que os músculos e articulações de um ginasta ou um bailarino têm durante o exercício. Sendo assim o alongamento fará parte do aquecimento específico desses indivíduos.

Fatores que influenciam o aquecimento

  • Idade: Quanto mais velha é a pessoa, deve ser mais cuidadoso e gradual
  • Nível de aptidão: Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento.
  • Horário do dia: Pela manhã deve ser mais gradual e mais longo, durante à tarde pode ser mais curto. Já a noite deve ter características similares ao da manhã.
  • Modalidade esportiva: Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada. Respeitando as características individuais de cada modalidade.
  • Temperatura ambiente: Em dias quentes pode ser mais curto, em dias frios mais longo.

Quando iniciar a atividade principal?

  • Recomenda-se iniciar a atividade principal entre 5 à 10 minutos após o aquecimento.
  • O efeito do aquecimento dura por aproximadamente 20 à 30 minutos.
  • Após 45 minutos a temperatura corporal já retornou à temperatura de repouso.

BARBANTI V.J. Dicionário de Educação Física e Esporte.  São Paulo: Editora Manole, 2003.

Cursos à distância em Educação Física: boa oportunidade de atualização

Recebo sempre perguntas de professores de educação física buscando informações para melhorar sua atuação profissional. Muitos me escrevem pedindo dicas de cursos em suas regiões. Na medida do possível eu vou passando o que recebo, mas realmente aqueles que estão fora da região sudeste sofrem um pouco.
Recentemente descobri o Portal da Educação lá podem ser encontrados cursos em diversas áreas do conhecimento que podem ser feitos à distância. Tratam-se de cursos livres de atualização/qualificação que terão certificados emitidos com validade para fins curriculares e de provas e títulos, não servindo como certificado técnico profissionalizante ou de graduação.

Os cursos que recomendo na área de Educação FísicaEsporte e afins são:

Os cursos não são caros e ainda podem ser pagos parcelado no cartão de crédito. Você não pode perder essa oportunidade para se atualizar.

Educação a Distância

Blog Widget by LinkWithin